12 Sep 2016

Mais sororidade na maternidade

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Semana passada publiquei um textão na minha página pessoal do facebook, afinal #somostodostexão, e gostaria de trazer a discussão aqui para o blog. O texto diz respeito a culpa que nós, mulheres e mães somos incentivadas a criar e aos poucos vamos alimentando e, por fim, internalizamos.

Se eu pudesse dar uma dica sobre esses anos como mãe, essa dica seria: livrem-se da culpa. E digo isso como uma pessoa que sofreu (e ainda sofre) muito pra conseguir se livrar desse sentimento que nasce no momento em que descobre-se a gravidez.

Lá no comecinho, a culpa era por ter engravidado enquanto meus amigos só pensam em “netflix, cachaça e internet”. Coisa que hoje não faz o menor sentido, uma vez que todas as minhas 72 séries estão em dia. Depois veio a fase do “você tá linda grávida”, que obviamente aumentava o medo de não ter a barriga negativa um dia depois do parto. Já perceberam como fotos de musas fitness pós-parto ao invés de estimularem, só de deixam ainda mais deprê? Aí veio culpa da amamentação, que mantive por quase um ano, mas mesmo assim não foi o tempo planejado; depois da alimentação, divisão de tarefas, e muitas outras que fica impossível listar.

As últimas — e que tenho lutado bastante mas confesso que algumas vezes sinto que estou perdendo — é a relação mãe x universitária x mercado de trabalho. É assustador como a mulher é desamparada e sua condição como mãe, ignorada. Como tenho uma condição privilegiada em relação a uma boa parcela da população, o meu filho tem acesso à escola em período integral, o que possibilita que eu me dedique mais aos estudos. Por outro lado, é horrível deixá-lo tanto tempo longe e como essa separação do “eu mãe” e o “eu aluna” tenha que existir em pelo ano de 2016.

O negócio é ainda mais brutal quando o assunto é mercado de trabalho. Não digo que é difícil, digo que é FODA mesmo. Você quer ter sucesso, mas não consegue se dedicar o quanto gostaria. Você quer ter sucesso, mas o trabalho te obriga a abrir mão dos momentos com seu filho por um salário ridículo. Você quer ter sucesso, mas foda-se se seu filho tá doente, vai virar a noite sim. Você quer ter sucesso, mas não respeitamos seus direitos, leis e benefício é uma palavra que não existe no nosso vocabulário. Você precisa do dinheiro.

Você tem sucesso, mas coitada, teve que abrir mão da criação do seu filho. Você tem sucesso, mas vai viver ouvindo que “a vida é feita de sacrifícios mesmo”, como se morrer de trabalhar fosse realmente muito normal e não terceirizar a educação do seu filho fosse a coisa mais louca do mundo. Você tem sucesso e teve que comer o pão que o Diabo amassou — e tudo bem, “você é uma pessoa com metas”, diz o seu chefe. Você precisa do dinheiro.

Tudo isso é exaustivo a ponto de tirar a sanidade de qualquer pessoa. E é cansativo ter que ver briga de mães por conta de “escolhas” que cada uma é >> OBRIGADA << a tomar. Portanto, pense 15x antes de fazer um comentário sobre alguma mãe. Pense antes de fazer algum “elogio” que, para fazê-lo, seja preciso ofender ou comparar outras mulheres. Pense antes de julgar uma mãe que tem uma realidade diferente da sua. Pense antes de falar algo que esteja fora da sua ossada.

Particularmente não entro mais em discussões do gênero, mas falta uma empatia tremenda de umas com as outras, sendo que todo mundo tá no mesmo barco prestes a afundar.

29 Jul 2016

Um novo vício chamado K-POP

Esse post é dedicado para você, assim como eu, resolveu parar de negar as aparências e disfarçar as evidências se entregou completamente a certo gênero musical. O meu atende pelo nome Korean Pop, ou popularmente conhecido como K-Pop. É claro que, como todo preconceito bobo, me faltava conhecimento sobre o tema e um olhar menos generalizador da cultura do oriente, mea culpa.

kpop Tenho pra mim que o K-Pop realmente se popularizou por aqui com o estouro do Gangnam Style, que você já deve ter ouvi em exaustão — mesmo contra sua vontade. Mas calma! Existe uma variedade enorme de ritmos e estilos muitos diferentes. Além disso, existe uma super produção que vai dos videoclipes até os figurinos usados nos shows. E não é só isso: as coreografias são ótimas e fazem você querer dançar também. Impossível não ter nenhum pinguinho de vontade de dançar!

“O Termo K-Pop surgiu nos anos 90 e vêm da Coreia do Sul. E se você pensa que são aquelas músicas orientais de tradições milenares, está enganado! O K-Pop conta com a mistura de vários ritmos como o R&B, Rock e Pop Bubblegum (mistura de pop e Soul, como eram os Jackson 5). Consiste basicamente em músicas dançantes, clipes cheios de coreografias e artistas com um visual super produzido”. Saiba mais.

E vocês, já conheciam o K-Pop? Deixem sugestões de músicas nos comentários. :)

27 Jul 2016

Documentários: os últimos assistidos

Férias acabando e, se tem uma coisa que posso dizer que fiz muito foi assistir seriados, documentários e filmes (aposto que pensaram outra coisa né, suas bonita!). Foram dois meses dedicados quase que exclusivamente a Netflix, então preparem-se para muitos posts sobre o tema! :)

ultimos-docs Making a Murderer (Original Netflix, 2015)

Steven Avery é um morador de uma pequena e pacata cidade dos EUA que é mandado para a prisão sob circunstância um tanto duvidosas. Dezoito anos após ele é inocentado graças a um exame de DNA e, logo em seguida, acusado de assassinato em circunstâncias igualmente questionáveis. Filmado ao longo de dez anos, você acompanha uma trama terrível e que te faz repensar em todo o sistema jurídico, político e midiático, bem como seu impacto na vida das pessoas. Veja o trailer.


Blackfish (dir. Gabriela Cowperthwaite, 2013)

Por trás dos renomados Sea Worlds existe um mundo cruel. A personagem principal deste documentário é a baleia orca Tilikum, responsável pela morte de três pessoas, incluindo sua treinadora Dawn Brancheau. É possível ver como funciona a captura das orcas – muitas vezes retiradas de sua família ainda bebês – até o aquário gigante que elas vivem. Impossível não chorar com tamanha barbaridade. Veja o trailer.


What Happened, Miss Simone? (dir. Liz Garbus, 2015)

A vida e o legado da brilhante Nina Simone é o tema central desde documentário. Da sua infância até o auge da sua fama, seus problemas familiares e a sua luta por Direitos Civis para os negros norte-americanos, é possível acompanhar toda força, dor e fraquezas de uma das mais incríveis cantoras de jazz. O documentário é um retrato de toda a sua vida, como bem como a sua paixão por mudança. Veja o trailer.


Amy (dir. Asif Kapadia, 2015)

Esse é um testemunho comovente da história de Amy Winehouse. Um retrato incrível e dramático sobre sua carreira, maus relacionamentos e o impacto das drogas na vida da cantora. O documentário mostra dois lados da Amy: divertida, carinhosa e alegre — antes de seus problemas de saúde começarem. Ao final, percebemos o quão nocivos à saúde certos relacionamentos podem ser, seja familiar ou amoroso. Veja o trailer.


Zeitgeist: Addendum (dir. Peter Joseph, 2008)

E se nós descobríssemos que todas as instituições existentes são corruptas e nocivas para a humanidade porque a sociedade é baseada em uma economia de escassez com base no uso do dinheiro? Dos bancos que compões o Sistema de Reserva Federal, a CIA, as grandes corporações, governos e até mesmos religiões? E que nossa vida é baseada em mentiras e geridas por um grupo de pessoas? Veja o trailer.


Fed Up (dir. Stephanie Soechtig, 2014)

Abordando a questão do consumo exagerado do açúcar e a epidemia de obesidade infantil, o documentário retrata o impacto que a junção da política e a indústria alimentícia causa na saúde americana e desmascara mitos sobre alimentação. O mais interessante são as questões levantadas, como o ganho de peso também ser resultado natural de políticas públicas frouxas e da indústria de alimentos, que se aproveita da alta palatabilidade de produtos cheios de açúcares, sal e gorduras. Veja o trailer.

E vocês, o que têm assistido? Mandem suas dicas nos comentários! <3